Quem te paga pra pensar?

“Quando você vir um funcionário seu olhando pra parede, pare e o elogie porque ele está pensando.”

Harvey Mackay, escritor

Dê uma chafurdada na memória e responda a si mesmo: quantas vezes você foi pago pra pensar? Quantas das empresas em que você trabalhou valorizavam – de verdade – gente pensante no operacional? E quais delas tinham por hábito contratar parceiros com o fim exclusivo de pensar estrategicamente sobre o negócio?

Dogbert

Não precisa pensar muito: parece que o custo benefício das ideias nunca foi de grande atrativo pra maioria dos empresários brasileiros. Mas isso anda mudando. Segundo levantamento do Sebrae, setores como publicidade e propaganda, tecnologia e planejamento tributário vêm ganhando aos poucos a atenção das microempresas (que representam 98% do setor privado no Brasil).

Convidar os funcionários a contribuírem com ideias pode ajudar a redefinir os rumos do negócio de um jeito surpreendente.

A comunicação estratégica é um desses setores em crescimento, e com ela vem a valorização dos profissionais que pensam muito mais antes de fazer comunicação. Prova disso é o rápido crescimento da área de planejamento nas agências de publicidade nos últimos anos.

GPSMas isso ainda precisa refletir-se, e muito, no modo como as empresas tratam o “pensar” em sua estrutura de RH. Convidar os funcionários dos mais diversos níveis a contribuírem com ideias pode ajudar a redefinir os rumos do negócio de um jeito simples e surpreendente, elevando os desafios a um nível saudavelmente mais competitivo.

É algo a se pensar. Afinal, o mundo pode até ser pilotado por quem faz, mas não vai muito longe sem o GPS de quem pensa.

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