Adeus, Mestre dos Magos

Sabe o que José Saramago, Jimi Hendrix e Leonardo da Vinci tinham em comum? Todos eram autodidatas.

Autodidatismo (e você só precisa ler este parágrafo se for um eventual leitor japetês) é a capacidade de aprender sem professor, através de um esforço individual na busca de conteúdo e, consequentemente, do conhecimento.

Tataravô do Ead  –  um sistema nem tão novo assim, – o autodidatismo é tão antigo quanto mijar pra frente a humanidade. Aliás, bem mais do que ela. Crescemos, como espécie, a partir dos aprendizados forçados da sobrevivência, literalmente ~levando na cabeça~ pra subir os degraus da evolução.

Em ordem crescente, gente!Foi assim durante a maior parte da nossa história, até que a Antiguidade nos presenteou com o conceito de socar unir estudantes numa sala de aula sob a direção de mestres ou professores. Lindo mesmo. A coisa foi bem (?) por muito tempo: padronizamos, uniformizamos e instituímos um sistema de ensino formal que se perpetuou até os dias de hoje, MAS…

Alguma coisa está mudando. Embora sempre houvesse os curiosos ~inconvenientes~ de plantão, que queriam saber até o que não estava na cartilha (ora, vejam que audácia!), de uns tempos pra cá a mesa virou de um jeito que os educadores, em massa, estão se obrigando a reaprender, com seus próprios alunos, suas formas de compartilhar conteúdo.

Calma. Não vou nem falar de internet, globalização, acesso à informação e todo esse papo que você já decorou do avesso de tanto escutar por aí. O que estou tentando resumir (sim, juro que tô me esforçando) é o seguinte: está mais do que na hora de questionar o modelo de ensino no Brasil e no mundo. Não que este movimento não tenha começado, mas convenhamos, a velocidade das mudanças está muitíssimo tímida em relação à agilidade com que nossas crianças de berço aprendem a manipular uma tela touch (pra dar um exemplo no mínimo ~dã~).



Então, ainda vale a pena gastar as calças com escola particular e faculdade-tipo-fraternidade e curso de inglês aprenda-a-conjugar-o-verbo-to-be? Sinceramente, a nossa tecnologia atual já está mais acessível do que muitos dos mestres saídos direto da Caverna do Dragão que temos por aí (com todo o respeito aos verdadeiros facilitadores do ensino, para quem um altar de adoração na casa de cada família não seria má ideia).

Tá, já falei bastante. Agora assiste e esquece tudo o que eu disse:
_

Bem-vindo ao mundo onde a ciência de aprender por conta própria não é mais feitiçaria. É futurologia.

Anúncios